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domingo, 26 de maio de 2013

falo demais

por Luiz da Nóbrega  em Terça, 12 de fevereiro de 2013  
(do verbo falar)
Não se podem transformar palavras em pessoas
nem pessoas em penumbras,
nem se podem transformar pessoas em palavras
nem palavras em penumbras,
nem mostrar das palavras só as luzes que vislumbras.

diz: lembras?
não te queres lembrar que nada podes transformar e
muito menos as palavras que também são as pessoas nas quais
elas se querem encontrar,
sem umas não existem outras e vice-versa
o problema da imagem é o que se mostra do casulo. Aquela coisa que está ali pendurada na árvore do tempo temporário da vida, que se passa ouvindo vozes e tentando, com a sua própria voz
fazer recomeçar metamorfoses,
sem imagens,
sem nunca transformar palavras em pessoas...

(por causa das coses... só pra rimar, pra rir mar,
mar um pouco,
um pouco mais de mar era preciso,
um pouco mais de riso,
e , afinal, esqueci-me de rimar com "pessoas". Foi porque não quis tornar a entrar nas penumbras em que se podem transformar, quando já nem nas palavras as vislumbras...
rimas à toa, essas rimas que toas,
entoas como toda a gente entoa
é cada toada cada pessoa,
cada qual atravessando o seu casulo pendurado na árvore do tempo
procurando chegar àquela pessoa das palavras
em que se quer trans formar.

tudo bem.
mas não vislumbras que dentro do casulo são penumbras?
e não se podem transformar palavras em pessoas nem pessoas em penumbras.

não há metamorfose. Só há recomeçar.

PS- recomeçando muda-se o titulo para " Imagino qualquer coisamorfosefendida". Não sei bem o que isso é mas ...nem pessoas em palavras mesmo que seja ai que elas se queiram encontrar.
Comprovado no laboratório de poesia hibrida, onde , por cima da mesa central, paira pendurado num ramo que ainda não existe na árvore do tempo, qualquer coisa como...as luzes que deslumbram.
Sem rimatário.

     Cenas dos próximos capítulos
- Em que palavras te queres transformar? - perguntou ela, cruzando uma perna lasciva. Refastelada nas ondas do sofá, apenas concentrada nas bolhinhas do champanhe , deixando-se oscilar ao sabor das baforadas de calor que chegavam da chaminé.
 Chaminé, de mármore, claro, e do bom, para conferir uma certa dignidade à conversa. Mesmo se isto parece um cenário de trelanovela.
 Ele olhou-a seguindo os cubos de gelo que dançavam no uísque, e, sem saber onde se mergulhar, perguntou-se a si próprio em voz alta e ela ouvi-o exclamar, com um certo entusiasmo: - E paga bem, isso do transformismo?
 Arrastou-o impiedosamente até ao jardim , enquanto lhe explicava que a poesia hibrida se desequilibra entre o superficial e o profundo e que é preciso de tudo para fazer um mundo.
 Pararam diante da árvore do etc...tralàlà...etc onde os casulos crisalidam nas penumbras à espera de que despontem as borboletras.
 e saem , como de costume, as mesmas borbotretas...que não se podem transformar pessoas em blà, blà, blà...

Um comentário:

  1. blá blá blá...
    estás a precisar de um assistente para correcção ortográfica... mas não aceites publicações revistas
    de acordo com o desacordo...
    parabéns por este novo espaço criado pela tua assistente, secretária, sei lá... promotora da tua cultura poética .. parabéns Adriana!!! obrigado!!!

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